A Maestria de Robert Greene


Em seu livro “Maestria”, Robert Greene nos apresenta diferentes formas de chegar a um grau de aprendizado superior, denominado pelo próprio, de maestria. Para tal feito, se utilizou de exemplos icônicos daqueles que já a alcançaram, e demonstrou firmemente que a sua obtenção não é exclusiva de pessoas que “nascem com o talento”.As histórias cativantes de Benjamin Franklin, Leonardo da Vinci, Thomas Edison, Ramachandran, e muitos outros, servem de grande exemplo em sua obra. Nesse texto, apenas falaremos sobre um dos conceitos principais do livro.Para entendermos melhor, vamos de volta ao início. O que seria essa tal de maestria?

Nós andamos, dirigimos, escrevemos e falamos, porém, raramente nos questionamos e refletimos quanto a essas habilidades. Sabemos que as aprendemos no passado, mas como podemos as executar tão bem? Sem nem ao menos ter que pensá-las ao mesmo tempo? Maestria é o controle inconsciente e poderoso de qualquer habilidade que pudermos alcançar. Contudo, ela não se é conquistada a um curto prazo. Nós tivemos que cair muito para aprender a andar, tivemos que aprender a operar um conjunto de habilidades para conseguir dirigir, traçamos com muita cautela cada letrinha para aprendermos a escrever e sabemos que paralelepípedo não era a palavra mais fácil de se pronunciar. Quem está tentando aprender a tocar um instrumento musical, sabe que é necessário muita atenção para se tocar algo de início. Com a prática, uma difícil melodia se torna extremamente fácil e automática, a ponto de poder cantar tranquilamente em cima do que se está instrumentalizando. No fim, não se requer mais tanta atenção para se tocar a melodia, e parece que o instrumento se tornou a extensão do seu próprio corpo.

Robert Greene como escritor do livro, procurou evidências de quanto tempo seria necessário para alguém se tornar mestre em determinada habilidade. No fim, constatou que a maioria dos mestres, levaram em média, cerca de 10 mil horas de prática para se chegar à maestria. Sua constatação pôde dar ainda mais crédito à famosa e má interpretada teoria das 10 mil horas do Dr. Anders Ericsson, da Universidade Estadual da Flórida, que apontava o mesmo. Um modelo composto por tantas horas assim, pressupõe que o objetivo seja de alcançar a completa excelência naquilo que está se aprendendo, mas não está determinando que para se aprender algo, seja preciso praticar por 10 mil horas. Essa interpretação, causada principalmente pelo efeito telefone sem fio das mídias sociais, foi uma das mais problemáticas.

Se tornar mestre em algo, em sua essência, é uma tarefa árdua, porém, verdadeiramente digna. Muitas das pessoas que mais admiramos, se esforçaram em seus trabalhos por anos. É preciso paciência e muita calma, em um mundo cujos passos acelerados estão cada vez maiores que as próprias pernas. Abaixo, para quem souber inglês, um resumo dinâmico do livro feito pelo canal “FightMediocrity” do YouTube.

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