A música instrumental contemporânea e alguns de seus expoentes

Século XXI. Não temos mais Bach, Beethoven e nem Mozart. Nem mesmo John Cage. No entanto, atualmente nós ainda possuímos compositores extraordinários. Estes, se destacam por suas inovadoras contribuições para a música instrumental, contrapondo elementos relativamente novos na música instrumental como sintetizadores, o uso da guitarra, do baixo e da bateria e até mesmo sons da natureza e de ambientações, com elementos clássicos como pianos, violinos, violoncelos. Façamos portanto aqui, um panorama de alguns músicos, algumas bandas e compositores para elucidar melhor a proposta de que ainda possuímos belíssimas músicas instrumentais e compositores com a capacidade de despertar o “emocionar”.

Ólafur Arnalds é um compositor e multi-instrumentalista da Islândia, que mistura violoncelos, violinos – instrumentos de cordas em geral – com batidas um pouco mais nervosas em suas composições. Em 2013, lançou o álbum “For Now I am Winter” – “Por agora sou inverno”, no qual asserta uma bela mensagem de esperança através de sua composição, a mensagem de que “por agora, somos inverno, mas o inverno nunca dura para sempre e logo adiante temos a chegada da primavera”. Ólafur Arnalds também foi responsável por uma das músicas da trilha sonora do filme Jogos Vorazes, e mantém um projeto paralelo chamado Kiasmos com seu amigo Janus Rasmussen, uma combinação de elementos da música eletrônica com seu próprio estilo de música.

Nos direcionando mais para o mundo cinematográfico, nós temos o compositor alemão Hans Zimmer, que já compôs para mais de 150 filmes e detêm mais de 20 prêmios por conta de seus trabalhos. Muitos desses filmes, são facilmente reconhecíveis, como “Rei Leão”, “Gladiador”, “O Último Samurai”, “Batman, O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem / Inception” e também a emocionante trilha sonora de Interstellar, filme dirigido por Christopher Nolan. Se utilizando de elementos da música eletrônica, de ambientação e de arranjos de orquestra, Hans Zimmer consegue criar uma musicalidade única e notavelmente bem construída que nos emociona e nos envolve em perplexidade.

Sob influências mais marcantes da música clássica, nós temos Max Richter, um compositor britânico formado em composição pela Royal Academy of Music, que já compôs para balé, óperas, filmes e que devota grande seriedade em seu trabalho. Recentemente trabalhou a trilha sonora da série de televisão “The Leftovers”, e anteriormente, trabalhou em uma das principais músicas da trilha sonora do filme “Shutter Island / Ilha do Medo”, dirigido por Martin Scosese, chamada “On The Nature of Daylight”. Porém, uma de suas maiores obras foi o álbum chamado “Reimagining Vivaldi”, no qual reinterpretou o universo musical do trabalho de Vivaldi das “Quatro Estações” com um toque pessoal inovador. Além deste álbum, também compôs outro em especial um pouco mais melancólico que os demais, porém belíssimo, chamado “Infra”. Em 2013, juntamente com regente Tito Muñoz e a orquesta LPR, Max Richter fez uma apresentação dos dois álbuns que pode ser conferida na íntegra abaixo.

Partindo para algo instrumental mais desvinculado da música clássica, temos a banda americana Explosions in the Sky. Formada pelos membros texanos Mark Smith, Michael James, Munaf Rayani, e Chris Hrasky, a banda procura utilizar sons eletrônicos, toques de guitarra, baixo e bateria para compor suas músicas. Suas composições já foram utilizadas como trilhas sonoras de documentários e filmes, inclusive, do recente filme independente “Manglehorn”, com Al Pacino como protagonista. A banda possui seis álbuns de estúdio e já produziu trilha sonora para quatro filmes. Muitas de suas músicas também são utilizadas em vídeos motivacionais, principalmente a música “Your Hand in Mine”, do álbum “The Earth Is Not A Cold Dead Place”.

Esses foram apenas alguns dos excelentes compositores que existem mundo afora, e por mais que a música clássica não esteja tão fortemente presente em nossos tempos, e que não tenhamos novos Beethoven’s, ainda existem pessoas que estão envolvidas na criação de música instrumental de qualidade, com sentimento e muito bem elaboradas que fazem toda a diferença. Sem suas composições nos documentários, filmes e também em outras áreas, estaríamos aproveitando apenas uma fatia da experiência.

Referências:

http://www.independent.co.uk/news/media/opinion/olafur-arnalds-broadchurch-soundtrack-composer-reveals-how-to-spot-clues-in-the-music-9970979.html
https://thomastudgefilm.wordpress.com/2014/02/26/research-into-past-projects/
http://livingroomsongs.olafurarnalds.com/
https://en.wikipedia.org/wiki/Max_Richter
https://en.wikipedia.org/wiki/Explosions_in_the_Sky

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