Frequencies: o conhecimento determina o destino

O filme de ficção científica Frequencies tem como tema central, além do romance entre os protagonistas, a proposição de que o conhecimento determina o nosso destino. Sendo isso verdadeiro, onde podemos enxergar sua veracidade nos dias de hoje? E partindo do ponto da educação, qual seria o seu peso nesta jornada?

Moldado em uma sociedade estamental dividida por frequências, no filme, cada pessoa tem a sua, podendo ter níveis de intensidade diferentes. O nível da frequência de cada um determina o seu QI e a sua sorte na vida, além de ser permanente, imutável. A trama fica envolvente quando Isaac Newton Medgeley (Zak) e Marie Currie Fortune, de frequências extremamente opostas, se apaixonam, podendo se ver por apenas um minuto por vez, já que a presença dos dois em um mesmo local ocasiona reações de repulsão no ambiente. Zak, o protagonista, toma determinadas atitudes e obtém determinados conhecimentos que o permite interferir em seu destino. E essa relação no filme – de um ângulo diferente – fica ainda mais clara no final. Mas será que o conhecimento pode mesmo moldar nosso destino?

Parece que sim. É evidente que o conhecimento, prático e teórico, possa desempenhar um papel importante no nosso futuro. Quanto mais temos, mais oportunidades podemos aproveitar. Empregos, faculdades, concursos, relações, e também as de melhorar nosso desenvolvimento pessoal. Através dele a mobilidade de posição social e econômica, dentre outros termos, é possível. Há a possibilidade de conseguir quase tudo com conhecimento, e exemplos não faltam. Provavelmente as pessoas que mais nos inspiram são aquelas que detém uma fatia do conhecimento e sabem usá-la bem. Não somente Einsteins da vida como também qualquer pessoa que tenha vivido suficientemente bem e que tenha lições valiosas para passar adiante, desde pessoas comuns até líderes espirituais.

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A educação, seja nas escolas ou nas universidades, carrega um grande peso por ser responsável, em grande parte e em última instância, pela propagação do conhecimento e consequentemente, pela expansão da possibilidade de cada um aproveitar melhor as oportunidades da vida. Porém, quando ela se mostra ineficiente e falhada, essa possibilidade também diminui, estabelecendo um teto mais baixo de até onde podemos ir. Deste modo, é razoável e justificável a cobrança por melhorias na educação, na medida que ela se mostra como a base de toda uma sociedade.

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Para não sermos limitados pelo teto baixo que uma educação falhada pode nos impor, devemos nos autoeducar e buscar o conhecimento nas mais diversas fontes possíveis. Livros, internet, “pessoas” – até mesmo porque atualmente o acesso à informação e ao conhecimento em geral está ao alcance de muitos. Os determinismos que nos são impostos não podem ser tão determinantes assim e com isso poderemos aproveitar melhor o conhecimento ao nosso redor e as oportunidades que ele pode trazer.

Obs: O filme explica de forma mais clara no final o seu conceito de destino, que poderia não servir muito bem para o próposito deste texto. Portanto, decidi trazer aqui um ângulo diferente dos conceitos e mais espelhado na nossa realidade, mas que não se desvincula completamente dos acontecimentos do filme.  

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2 comentários sobre “Frequencies: o conhecimento determina o destino

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